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1. William Lane Craig - O Design Inteligente é viável?





Boa noite

Estou muito feliz por estar participando do debate desta noite e eu quero dizer que é um

privilégio partilhar o pódio nesta noite com um cientista tão eminente

como o professor Ayala

Agora, em qualquer debate é fundamental que nós iniciemos definindo claramente os termos

e isso é especialmente importante no que diz respeito ao tema de hoje à noite

porque existem muitos mal-entendidos

sobre o que é a teoria do Design Inteligente

Tomado em seu sentido mais amplo DI

é o estudo de inferências justificadas para um Designer

isto é, procura responder à questão

quando nós estamos justificados em inferir que o Design é a melhor explicação de algum fenômeno

A teoria do DI é aplicável em uma ampla variedade de campos, por exemplo, criptografia,

ciência forense, proteção à propriedade intelectual

a busca de inteligência extraterrestre e assim por diante.

Sem dúvida uma das mais sofisticadas descrições de inferências para Designer vem

do matemático William Dembski

em seu livro

A Inferência Designer publicado pela Cambridge University Press.

Ele argumenta que uma inferência de Design é justificada quando duas condições estão reunidas.

Primeiro o evento a ser explicado é extremamente improvável

e em segundo lugar

ele deve corresponder a um padrão dado independentemente.

Dembski e outros teóricos do DI tem feito a controversa afirmação

de que a inferência de Design está garantida no campo da biologia

pois os organismos biológicos exibem exatamente esta combinação

de alta probabilidade

e um dado padrão independente

que justifique a inferência para o Design Inteligente.

Essa afirmação tem trago para os teóricos do DI a ira do establishment científico.

Alguns como Richard Dawkins rejeitam o Design Inteligente por motivos anti-metafísicos

ou então anti-religiosos.

Significativamente no entanto esta não é a fonte da rejeição do professor Ayala

pois o professor Ayala, assim como eu, é um cristão

que acredita que existe

um criador Inteligente

e Designer do mundo, que foi revelado em Jesus Cristo.

O professor Ayala acredita que o mundo é de fato o produto de um Designer Inteligente

Eu sei que isso pode ser decepcionante

para aqueles entre vocês que são fãs de Richard Dawkins mas o debate desta noite

não é sobre ateísmo

e teísmo

mas a questão é a detectabilidade do Design Inteligente.

Teóricos do ID acreditam que o Design Inteligente é detectável

nos organismos biológicos.

O professor Ayala pensa que não é.

Na visão dele

Deus por assim dizer cobriu seus rastros cuidadosamente

usando mutação randômicas e a seleção natural

para criar a complexidade biológica

que nenhuma inferência para o Design Inteligente é justificada.

Eu tenho que admitir que eu não sei

se uma inferência de Design no campo da biologia é justificada

mas o que eu sei é

que os argumentos típicos contra o Design Inteligente

são na melhor das hipóteses

inconclusivos

ou na pior das hipóteses

falaciosos

e é isso que eu espero

mostrar hoje à noite.

A fim de mostrar que o DI não é uma idéias viáveis no campo da biologia

o professor Ayala deve fazer uma de duas coisas

ou (1) Desafiar os critérios de Dembski para uma inferência de Design justificável

ou então

(2) mostram que organismos biológicos não atendem a estes critérios.

O Dr Ayala segue a segunda linha.

Ele afirma que a evolução das formas de vida complexa não é de fato inaceitavelmente improvável

devido aos mecanismos de mutação randômica e a seleção natural

e, portanto, nenhuma inferência de Design

é justificada.

Isto serve para concentrar o debate exatamente onde está o desacordo entre os teóricos do DI

e o professor Ayala.

Em seu livro Darwins Gift: to Science and Religion

o professor Ayala distingue três aspectos distintos do paradigma evolutivo contemporâneo.

O primeiro é o que ele chama de evolução.

O professor Ayala define evolução como

o processo de mudança e diversificação dos seres vivos

ao longo do tempo.

Em outras palavras

outros organismos que não o primeiro

descendem de organismos anteriores com modificações.

Segundo é o que ele chama de história evolutiva.

Esta é a reconstrução da árvore universal da vida que mostram como as diversas linhagens

ramificaram-se uns do outros.

Note que esta segunda afirmação pressupõe a tese

da ancestralidade comum.

A tese de que todos os organismos são descendentes

a partir de um único ancestral primordial

ao invés de uma multiplicidade

de antepassados.

Agora é interessante que, segundo o professor Ayala

nem a evolução

nem a história evolutiva de ancestralidade comum

representa a contribuição ímpar de Darwin para a teoria da evolução.

Contrário à impressão popular

teorias da evolução eram comuns antes de Darwin.

Ao invés disto a contribuição de Darwin está

no ponto três.

O mecanismo.

Atrás da mudança evolutiva

está seleção natural

operando nasvariações randômicas nos seres vivos.

É este mecanismo

o que Darwin utilizou

para explicar a adaptação dos organismos ao seu meio ambiente sem a necessidade

da concepção de inteligência Divina.

Portanto, podemos chamar este terceiro ponto

Darwinismo

Agora isto torna claro exatamente onde está a discórdia profunda entre os teóricos do DI e os que concordam com o professor Ayala

Não é

na evolução

nem mesmo na ascendência comum

mas sim no Darwinismo.

Na verdade proeminentes teóricos do DI como o geneticista Michael Denton e o bioquímico Michael Behe

defendem a mesma visão da história evolutiva

que o professor Ayala

Eles concordam que toda vida descende de um ancestral comum primordial

o que eles negam é que os mecanismos

de variação aleatória e seleção natural

são adequadas para explicar

esta evolução da complexidade biológica.

No debate de hoje à noite, portanto vou concentrar a nossa atenção

sobre os mecanismos

a mutação aleatória

e a seleção natural

Vou resistir fortemente à tentação de discutir os fundamentos da ancestralidade comum

que o professor Ayala argumentou a favor.

Vou deixar isto de lado

a fim de focar nos mecanismos darwinianos.









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